CAÇADA AOS HACKERS LADRÕES DE BANCO
Pedi a uma amiga da PF que comentasse a sua participação junto as prisões, conheça um pouco mais da operação:
A Polícia Federal desencadeou duas Operações de grande porte com o intuito de prender pessoas envolvidas com fraudes efetuadas através da rede mundial de computadores. A primeira, chamada de Cavalo de Tróia, ocorreu no ano de 2003. Um ano depois, mais precisamente outubro/2004, foi deflagrada a Operação Cavalo de Tróia II, numa ação concomitante nos Estados do Pará, Maranhão, Ceará e Tocantins. Foram mobilizados cerca de 160 policiais federais de todo país, deslocados para estes Estados da federação, para cumprimento dos mandados de prisão.
Tudo começou com denúncias de clientes que perceberam movimentações desconhecidas em suas contas correntes. O número de reclamações foi aumentando, bem como o número de bancos atingidos. Foi cerca de um ano de investigações. As informações foram cruzadas de modo a verificar que existia um modus operandi comum: os criminosos pagavam para abrir contas em nome de terceiros, além de adquirir cartões de correntistas por valores que variavam entre R$ 200 e R$ 400 (chamados laranjas). Essas contas eram utilizadas para que os criminosos depositassem os valores desviados de contas através do serviço on-line dos bancos, cujas senhas e outras informações eram adquiridas através do envio de e-mails falsos.
Para obter as senhas, a quadrilha enviava aos correntistas e-mails que continham o logotipo dos bancos. Ao serem executados os arquivos anexados a esses e-mails, o computador era infectado com um programa conhecido como Cavalo de Tróia. Esse programa permanecia "invisível" no computador até que o usuário acessasse a página do banco no qual mantinha conta. Então, o programa copiava dados como números de agências, contas e senhas usadas pelo correntista e os enviava para a quadrilha.
Outro método mais simples usado pelo bando era a chamada prática de "fishing". Por esse esquema, o grupo mandava e-mails com o logotipo dos bancos -a mensagem solicitava ao correntista que enviasse ao endereço do remetente dados atualizados da conta e as respectivas senhas. Apesar da facilidade, esse não era o sistema mais usado pelo grupo, segundo a Polícia Federal.
Estima-se, de acordo com a PF, que os golpistas vinham atuando há mais de um ano e teriam desviado cerca de R$ 80 milhões de diversos bancos públicos e privados. A maior parte dos que foram presos tem entre 20 e 25 anos. Os estabelecimentos mais atingidos foram o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Unibanco, Itaú e HSBC. O estado do Pará é o local de maior concentração de hackers, mormente nas cidades de Parauapebas (
Os criminosos são enquadrados nos crimes de estelionato (art. 171, §3º do CPB : Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa; § 3º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é cometido em detrimento de entidade de direito público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficência) e formação de quadrilha (art. 288 do CPB: Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos). Pessoa suspeita de emprestar o nome para os golpes da quadrilha, seja para abertura de conta, seja cedendo cartão de conta corrente já existente (laranjas), também estão sendo investigadas e poderão ser indiciadas como cúmplices.
Quanto aos menores envolvidos nesses delitos, aplica-se aos mesmos normas constantes no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Lei n.º 8.069/90), ficando sujeitos, em sendo adolescentes, à aplicação de medidas sócio educativas, que vão desde simples advertência, até internação em estabelecimento educacional (por um prazo máximo de três anos).
As Operações Cavalo de Tróia e Cavalo de Tróia II foram as de maior destaque no combate a esse tipo de crime (cerca de 70 prisões efetuadas). No entanto, a Polícia Federal possui vários inquéritos
que investigam fraudes na rede mundial de computadores. Em todos os Estados essa prática vem aumentando na mesma proporção que a democratização do uso da Internet entre os brasileiros. Não pode ser esquecida também a utilização da rede mundial para a prática de pedofilia, o que também vem merecendo a atenção das Autoridades Policias e Governamentais.
Denúncias de crimes através da rede mundial de computadores podem ser feitas
OBS.: fica prejudicada qualquer menção sobre métodos de investigação de nossas equipes, uma vez que são procedimentos que podem ser utilizados em outros casos e quaisquer esclarecimentos sobre o assunto podem servir como prevenção para os criminosos.
----Matérias:
Policiais federais e peritos criminais da Superintendência da Polícia Federal no Piauí realizaram na quinta-feira (13/01) uma operação que resultou na prisão em flagrante do hacker Marcelo Henrique Arruda Rodrigues.
O rapaz estava
Na mensagem, Rodrigues informava que o destinatário estava com seu nome inscrito no SPC e apresentava um link para consulta. O acessar o site, um programa espião era instalado na máquina do usuário. Segundo a PF, cerca de 40 mil pessoas receberam o e-mail.
Rodrigues é natural do Rio de Janeiro e mora da cidade de Parauapebas no Pará, cidade em que a polícia já fez várias autuações envolvendo quadrilhas de fraudes eletrônicas. Ele foi atuado em flagrante por estelionato, crime que pode levar a até cinco anos de detenção e multa.
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A Polícia Federal realizou ontem a operação Cavalo de Tróia 2, deflagrada para prender 81 pessoas de uma quadrilha de hackers que agiam
A quadrilha estava baseada em Belém e em Parauapebas (
Na operação, três carros e uma grande quantidade de computadores foram apreendidos com integrantes do grupo. Os computadores passarão por perícia para que a polícia examine os programas usados pela quadrilha para o desvio de dinheiro.
A partir da perícia, a Polícia Federal também procurará encontrar pistas sobre o caminho que o dinheiro tomou e tentará reavê-lo.
Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz federal Antônio Carlos Almeida Campello, da 4ª Vara Criminal de Belém, a pedido da Polícia Federal.
A operação é resultado de mais de um ano de investigações no Pará e dá continuidade às prisões realizadas durante a operação Cavalo de Tróia, lançada em novembro do ano passado.
Infectado
Para obter as senhas, a quadrilha enviava aos correntistas e-mails que continham o logotipo dos bancos. Ao serem executados os arquivos anexados a esses e-mails, o computador era infectado com um programa conhecido como Cavalo de Tróia.
Esse programa permanecia "invisível" no computador até que o usuário acessasse a página do banco
no qual mantinha conta. Então, o programa copiava dados como números de agências, contas e senhas usados pelo correntista e os enviava para a quadrilha.
Outro método mais simples usado pelo bando era a chamada prática de "fishing". Por esse esquema, o grupo mandava e-mails com o logotipo dos bancos -a mensagem solicitava ao correntista que enviasse ao endereço do remetente dados atualizados da conta e as respectivas senhas. Apesar da facilidade, esse não era o sistema mais usado pelo grupo, segundo a Polícia Federal.
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Agentes da Polícia Federal prenderam, ontem, no clube de Internet Ian House, que fica no bairro Ilhotas, o hacker Marcelo Arruda. Ele foi conduzido para a sede da Superintendência da Polícia Federal, sendo autuado em flagrante, pois foi comprovado que ele estava aplicando golpe e tinha senhas de várias contas bancárias.
O superintendente em exercício da Polícia Federal, delegado Nélson Estevam informou ontem que as investigações sobre o hacker vinham sendo realizada há vários dias.
No momento da prisão, eles estavam emitindo e-mails para capturar senhas de contas bancárias e depois fariam transferências de quantias em dinheiro para contas de laranjas.
"Estávamos investigando há algum tempo a presença de hackers em Teresina, numa das diligências vimos um carro com a placa da cidade de Paraopebas-Pará. Fizemos um levantamento e chegamos ao nome de Marcelo", que passou a ser monitorado por agentes da PF.
Marcelo é suspeito de pertencer a uma quadrilha inter-estadual de hackers que tem o seu QG
Marcelo Arruda foi autuado por estelionato artigo 171 do Código Penal. Como não existe uma legislação especifica para crimes na internet o delito cometido por Marcelo é caracterizado como estelionato por tirar vantagem financeira de contas bancárias, através da internet.
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Uma ação na tarde desta quarta-feira, 9, da área de segurança da Caixa Econômica Federal, da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio Grande do Sul e da Delegacia de Polícia Federal de Pelotas prendeu R.P.B, estudante, de 21 anos; e o advogado M.W.S, de 46 anos.
Os dois foram presos em flagrante na agência da Caixa Econômica Federal do centro de Pelotas enquanto sacavam R$ 46.700,00 fruto de golpes aplicados pela internet.
Um Trojan, ou Cavalo de Tróia, era inserido nos computadores dos correntistas, onde se apoderavam de informações bancárias. Os criminosos simulavam sites falsos dos bancos, bem como de prestadores de serviços, e o correntista, ao abri-lo, instalava o trojan que passava a copiar suas informações confidenciais e remetê-las aos criminosos. Nos últimos dois meses já haviam sido sacados R$ 98.370,00. Na semana passada, mais R$ 20.000,00 foram retirados.
As investigações seguem em andamento a fim de levantar o paradeiro do dinheiro roubado, razão pela qual os nomes dos envolvidos ainda não foram divulgados.
Um Abraço