FBI trabalha contra botnets

A busca na residência do jovem identificado por seu nome online AKILL no dia 27 de novembro é apenas mais um passo na operação de codinome Bot Roast que tem como objetivo coibir a técnica hacker botnet, que consiste em infectar computadores que podem ser controlados remotamente para fins ilegais.

Em contato com o site eWeek um porta-voz do FBI declarou que a força federal americana tem suspeitas de que AKILL foi o criador de um vírus que se replicou para mais de um milhão de máquinas que foram usadas em um ataque DoS contra uma universidade em Filadélfia em fevereiro de 2006 e outros ataques que não podiam ser revelados.

AKILL não é o único acusado da ação: Ryan Brett Goldstein, americano de 21 anos, foi indiciado no dia 1º de novembro em um júri federal pelo mesmo ataque. O jovem neo-zelandês foi interrogado, porém foi mantido em liberdade enquanto as investigações continuam e, caso sua culpa seja comprovada, será julgado na própria Nova Zelândia por seus atos.

Em 29 de novembro o FBI anunciou já ter prendido oito pessoas que foram indiciadas, assumiram culpa e foram senteciadas por conta da operação em andamento. Iniciada em junho de 2006, a operação Bot Roast produziu 13 mandados de busca nos Estados Unidos e em outros países, além de ter descoberto mais de US$ 20 milhões roubados.

Entre os oito presos está o americano John Schiefer, consultor de segurança, que no início do mês admitiu ter usado botnets para instalar softwares ilegalmente em ao menos 250 mil máquinas a partir da empresa em que trabalhava. Foi sentenciado a 60 anos em um presídio federal e ao pagamento de uma multa de US$ 1,75 milhão, conforme noticiou o site The Register.

Entre os outros detidos estão:

• Gregory King, californiano de 21 anos que usou botnets para retirar do ar sites de que não gostava;

• Ryan Brett Goldstein, americano de 21 anos, indiciado por usar uma rede botnet para atacar operadores do IRC (Internet Relay Chat) e por atacar a rede da universidade causando ao menos US$ 5 mil em danos;

• Adam Sweany, americano de 27 anos que assumiu a culpa por conspiração, usando uma rede bonet de mais de 100 mil máquinas que enviavam spam;

• Robert Matthew Bentley, residente da Flórida, indiciado por seu envolvimento na administração de uma rede botnet de computadores da corporação Newell Rubbermaid;

• Alexander Dmitriyevich Paskalov, de 38 anos, que agia de diferentes locais dos Estados Unidos e foi sentenciado a três anos e meio de prisão por participar de um esquema de fraude online que resultou em danos multimilionários;

• Azizbek Takhirovich Mamadjanov, americano de 21 anos, que trabalhou com Paskalov e foi condenado a dois anos de prisão;

• Jason Michael Downey, de 24 anos e morador do Kentucky, condenado a um ano de prisão, pena revertida em restituição e serviços comunitários por rodar uma grande botnet para ataques DoS distribuídos.

Mozilla lança atualização 2.0.0.10 para Firefox

A Fundação Mozilla lançou na segunda-feira, dia 26 de novembro, o Firefox 2.0.0.10, uma atualização que corrige três brechas de segurança existentes no navegador gratuito.

Como prometido, a atualização resolveu a maneira como o navegador lida com o formato de arquivo JAR, que permitia que hackers utilizassem arquivos comprimidos para burlar a verificação de segurança do navegador, obtendo acesso a informações de login do usuário, conforme noticiou o site heise Security.

Adicionalmente, existia um bug de estouro de memória que poderia ser utilizado para inserir código malicioso no computador da vítima, e uma brecha que permitia ao hacker gerar um endereço HTTP falso remetendo o usuário a um endereço perigoso.

Segundo o site InformationWeek, a falha para QuickTime notificada na última semana e que afeta usuários do navegador nos sistemas operacionais Windows e Mac não foi resolvida nesta atualização.

Através desta brecha um hacker pode induzir uma vítima a carregar um site levando a um erro de verificação no QuickTime que pode ser utilizado para execução de código malicioso. "Se o QuickTime estiver configurado como tocador padrão, o Firefox mandará a requisição diretamente ao QuickTime", explicou a Fundação Mozilla, que atualmente investiga maneiras de proteger seus usuários.

A recomendação é que todos atualizem o browser, baixando a última versão, já que as vulnerabilidades são consideradas perigosas pela própria Fundação. A atualização pode ser feita automaticamente pelo menu Ajuda > Verificar Atualizações, ou no site da Mozilla.

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Mozilla não corrigirá todos os bugs de Firefox 3.0

Documentos oficiais da Mozilla revelaram que a fundação planeja lançar a versão final de seu navegador Firefox 3.0 sem corrigir completamente as brechas existentes.

Segundo o site Gizmodo, os desenvolvedores do software se concentrarão nas falhas mais sérias, o que resultará em uma filtragem para correção de cerca de 20% dos problemas.

A versão final deve ser lançada no início de 2008 e 80% de bugs é um número significativo, já que recentemente tem sido noticiado que o navegador possui mais de 700 defeitos, desde pequenas imperfeições a grandes falhas.

O critério para a avaliação da seriedade de um defeito é quanto este compromete a experiência diária de navegação de seus usuários. Adicionalmente, qualquer brecha de segurança deverá ser considerada importante e corrigida, conforme noticiou o site The Inquirer.

Ainda que 80% das falhas não venham a ser corrigidas na versão final, por ter o código fonte aberto o navegador deve ganhar rápido suporte de uma comunidade de desenvolvedores, que ajudará a resolver os problemas com mais velocidade.

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